PERGUNTE…

Ajude-nos a construir um diálogo a partir dos seus questionamentos. O que você gostaria de saber sobre a História de Cruz das Almas?

A ESSÊNCIA DO ALMANAQUE CRUZALMENSE

Sou apenas memória. Demorei para perceber. Não se trata de melancolia ou nostalgia, mas de uma compreensão arrebatadora acerca da minha existência e da relação que estabeleço comigo. Sou o resultado das memórias que construí, nada além disso. À exceção deste exato segundo, nada é genuinamente meu, senão as memórias do que vivi, a luz dos locais que conheci, o cheiro das pessoas que amei, o gosto das injustiças que sofri. Não deixa de ser paradoxal: a construção da memória se dá no agora, mas a vida é sempre retroativa. A retrospectiva do meu caminho é quem dá o tom à minha vivência. Molda o meu olhar; impulsiona ou retarda meus passos; determina o estado geral de emoções que em mim habita. Cada memória é uma eternidade particular, que continua a irradiar seus efeitos ao meu espírito. Para mim, felicidade, infelicidade e indiferença frente à vida são basicamente os resultados da soma geral dos efeitos das minhas memórias. Descobri, com o tempo, se tratar de mera questão matemática. Quanto mais coleciono memórias, mais sou tomado pela energia irradiada. A partir daí, descobri minha missão diária: colecionar as memórias pelas quais quero ser amparado e lembrado pelo tempo.

Baseado no texto de @escrevoporquecura

EPIDEMIA NA “FREGUEZIA DA CRUZ DAS ALMAS”, NO ANO DE 1868


No Relatório de 26 de julho de 1868, com que o governador da Província da Bahia José Bonifácio Nascentes de Azambuja transfere a Administração Provincial para Antônio Ladislau de Figueiredo Rocha, consta, no item “SALUBRIDADE PUBLICA”, que “O facto de maior importancia que occorreu a esse respeito, foi a epidemia que appareceu na freguezia da Cruz das Almas do município da Cachoeira, que tem ceifado muitas vidas”.
Prossegue o mandatário: “Mandei um medico com ambulancia sortida para esse logar, um pharmaceutico e dois enfermeiros; e ordenei que a população desvalida fosse socorrida com dietas”.
Conclui o relato: “Prolongando-se a epidemia, e desejando ter noticia circumstanciada d’ella e informação das medidas que porventura ainda seja necessario tomar-se, fiz partir para alli o inspector de saude publica no dia 18 do corrente, o qual não me consta que tivesse regressado”.


O Relatório não esclarece que tipo de doença estava causando a epidemia; mas, nos surtos epidêmicos na Bahia, durante a segunda metade do século XIX, a cólera seria a causa mais frequente.

(https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/salvador-cidade-das-pestes-capital-foi-afetada-por-varias-epidemias-ao-longo-dos-anos/).

Colaboração de pesquisa: João Nascimento, membro do grupo Almanaque Cruzalmense/Facebook

O CAFÉ PREMIADO DE CHRISÓGNO JOSÉ FERNANDES

Chrisógno José Fernandes, que era o prefeito nomeado de Cruz das Almas em 1930, foi um grande fazendeiro produtor de café em Conceição Velha, antigo território de Maragojipe. Chegou a conquistar medalha de ouro numa Exposição Internacional da Filadélfia, nos Estados Unidos da América, com um tipo de café que, após o concurso, foi vendido para vários lugares do país e do mundo com o nome de “café indígena”.

OS EUCALIPTOS DA ESCOLA DE AGRONOMIA

Quem hoje passa ali pela estrada asfaltada que leva à UFRB, lugar aprazível para a prática de atividades físicas, não imagina que nem sempre foi assim. O caminho era de terra batida, muito enlameado no período chuvoso, com enormes poças d’água, causando um transtorno enorme aos transeuntes que estavam a pé ou de bicicleta e tomavam um banho de lama dos carros que passavam em alta velocidade. Mas uma coisa sempre foi destaque naquele lugar: os bosques de eucaliptos nas laterais da estrada. Quem nunca, ao andar por ali de manhã cedo ou no final da tarde, respirou fundo e encheu o peito com o ar perfumado dos eucaliptos?  Alguns até recolhem algumas folhas para esmagar nas mãos e sentir o refrescante cheiro característico da planta.
Sabia que houve uma época, que era assustador passar por ali sozinho e, à noite, nem pensar! Havia até o boato de que o lugar era perigoso, um esconderijo de “tarados, bandidos ou maconheiros sem-vergonha”. Mas, atualmente, o lugar é seguro e não mais causa essa má impressão.
Os bosques de eucaliptos, na verdade, são resultados de experimentos da antiga EAUFBA. O da esquerda foi plantado desde o início da década de 60 e o da direita, bem depois, pelo biólogo Paulo César.
Este, definitivamente, também é um lugar cruzalmense.

A ESTAÇÃO FERROVIÁRIA POMBAL

A Estação Ferroviária Pombal, localizada em Cruz das Almas, foi aberta pela E. F. Central da Bahia na sua linha principal, que teve a pedra fundamental colocada em 1880, pelo Senador do Império o Barão de Cotegipe; e inaugurada em 1881, pelo Presidente da Província da Bahia, Conselheiro João Lustoza Cunha Paranaguá, o Marquês de Paranaguá. O engenheiro civil chefe foi o empreiteiro inglês Hugh Wilson, acionista administrador da Brazilian Imperial Central Bahia Railway Company Limited, concessionária da Estrada de Ferro Central da Bahia.

(Foto da placa: acervo Luciano Fraga Fraga )

AS BANDEIRANTES E OS ESCOTEIROS

VOCÊ SABIA QUE…
Em Cruz das Almas, em 1951 o Movimento Bandeirante, formado só por garotas, antecedeu o Grupo de Escoteiros, criado em 1953, formado majoritariamente por garotos?

(FONTES: JORNAL NOSSA TERRA (1955/1956); HISTÓRIA DE CRUZ DAS ALMAS de MÁRIO PINTO DA CUNHA (1959)