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Há lugares que falam muito, ainda que silenciosamente. Um sobrado antigo, uma estação ferroviária esquecida, uma velha fazenda que resiste ao tempo, ou uma igreja que há vários séculos observa o ir e vir do povo. Todos esses espaços guardam, em suas paredes e colunas, o murmúrio de gerações, o sopro do passado que teima…
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Para a crônica de hoje, lembrei-me do tempo que eu frequentava a biblioteca pública assiduamente, era um “rato de biblioteca”. As tardes de estudo na antiga Biblioteca Municipal Carmelito Barbosa Alves voltam à memória como se eu tivesse aberto um álbum esquecido no fundo da gaveta. No meu tempo de escola, aquele prédio amarelo era…
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Dia desses, eu estava pensando como deviam ser os domingos de antigamente em Cruz das Almas. Quer dizer, nem tão antigamente; refiro-me aos anos 60 e 70. Fiz uma pesquisa rápida, recorri à memória coletiva da, então, juventude cruzalmense e imaginei o seguinte… As manhãs de domingo, geralmente, deveriam ser reservadas às missas do recém…
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A ESCRAVIDÃO SILENCIOSA DO RECÔNCAVO Em Cruz das Almas, pouco se fala sobre o passado escravista. A cidade parece ter preferido o silêncio à lembrança, como se a ausência de ruínas de senzalas fosse prova de uma história menos dura. No entanto, o Recôncavo Baiano foi um dos grandes cenários do trabalho cativo nos séculos…
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A comemoração dos 103 anos da Filarmônica Lira Guarany, ontem, 15/11, me trouxe de volta uma história que mora no imaginário da cidade. É daquelas lembranças que alguns cronistas resgataram ao longo do tempo e que a gente reconhece como patrimônio afetivo, mesmo sem ter vivido. A Cruz das Almas de antigamente tratava suas filarmônicas…
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Foi anteontem. Sim, em Cruz das Almas, mais uma sexta-feira dessas em que o vento sopra manso, mas o ar quente deixa o tempo meio abafado. Será que vai chover? A Casa da Cultura como sempre, viva. De portas abertas e com Dr. Hermes, pura simpatia, de braços abertos para nos receber. As pessoas entrando,…
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Hoje, como normalmente faço nas manhãs de domingo, gosto de dirigir-me ao Hiper São Paulo e, no caminho, observo a cidade tranquila, absorvendo a paisagem cruzalmense. Adoro! Atravesso a Crisógno Fernandes (não a nova, a antiga mesmo, a de sempre!) e caminho pela Rua Dr. Ribeiro dos Santos, ali onde mora a cantora Cássia Maria…
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Noutro dia desses, enquanto participava de um podcast, deixei escapar uma ideia que sempre me ronda quando penso no 29 de julho de 1897. Provavelmente, aquele dia foi um dia comum. Sem festa, sem discursos inflamados, sem banda na praça. Cruz das Almas recebeu a notícia da emancipação e a vida seguiu. Nada de povo…
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Agora inventaram uma tal de água saborizada. Enfeitam-se os copos com rodelas de limão, folhas de hortelã, morango, e até pepino. Chamam de sofisticado. E lá estão as jarras transparentes, com gelo filtrado flutuando e frutas cortadas a boiar, perfeitas para a foto do Instagram. Mas, convenhamos: não é suco e nem é água pura.…