HINO A CRUZ DAS ALMAS

Em 29 de julho de 1974, um decreto do Prefeito Carmelito Barbosa Alves institui o Hino a Cruz das Almas.

HINO DE CRUZ DAS ALMAS

letra: Floriano de Araújo Mendonça 

música: Maestro Eduardo Vieira de Mello 

Cruz das Almas, recanto formoso,
terra forte, aprazível, feraz,
A pujança da Pátria nos lembra
teu ardor de progresso e de paz!

Eu me orgulho de ti, Cruz das Almas,
pois teu nome nos lembra o madeiro
que, benzendo o Brasil, na Bahia,
trouxe à pátria o sinal do Cruzeiro!

Município de escol, dos primeiros
que rebrilham ao sol da Bahia
teu sorriso de luz nos encanta
e enternece de amor, dia a dia!

Eu me orgulho de ti, Cruz das Almas,
pois teu nome nos lembra o madeiro
que, benzendo o Brasil, na Bahia,
trouxe à pátria o sinal do Cruzeiro!

Cruz das Almas, torrão abençoado,
que do viço das flores te enfeitas
respondendo aos trabalhos nos campos,
com a riqueza de tuas colheitas!

Eu me orgulho de ti, Cruz das Almas,
pois teu nome nos lembra o madeiro
que, benzendo o Brasil, na Bahia,
trouxe à pátria o sinal do Cruzeiro!

Amo ver-te sorrindo vaidosa,
verdejante com as chuvas de abril!
No teu solo, entre as belas culturas,
cresce o fumo melhor do Brasil!

Eu me orgulho de ti, Cruz das Almas,
pois teu nome nos lembra o madeiro
que, benzendo o Brasil, na Bahia,
trouxe à pátria o sinal do Cruzeiro!

Tabuleiro de frutos coberto,
vais crescendo em vigor e riqueza!
Cruz das Almas! Teus filhos ditosos
também crescem com tua grandeza!

Eu me orgulho de ti, Cruz das Almas,
pois teu nome nos lembra o madeiro
que, benzendo o Brasil, na Bahia,
trouxe à pátria o sinal do Cruzeiro!

(Interpretação na  voz da cantora cruzalmense: Meyre Khal)

MULHERES NO PODER LEGISLATIVO.

Mulheres que exerceram o cargo de Vereadoras em Cruz das Almas:

1948:

– ARMANDINA GOMES DE SANTANA

1959:

– MARIA UBALDINA DA SILVA PASSOS (DINA PASSOS)

1971:

– ELLEACY PIRES DE MATTOS

1997:

– ANA MARIA ARANHA NASCIMENTO

– MARIA DA CONCEIÇÃO BRASIL

2001:

– MARGARIDA CARVALHO DE SANTANA

– RAIMUNDA RIBEIRO DA SILVA (RAI DA AUTO ESCOLA)

2008:

– LENINA LETHEA SOUTO DE ARAÚJO

2016:

– CAMILA MOURA

– ILZA FRANCISCA DA CRUZ

– MARIA CEDRAZ

O PAÇO MUNICIPAL

FOTO PAÇO MUNICIPAL 1950

O Paço Municipal, o prédio da Prefeitura, localizado no centro da cidade, na Praça Senador Temístocles é, oficialmente, a sede do Poder Executivo Municipal.

O prédio majestoso, de magnífica arquitetura neoclássica, foi construído na administração do Major Alberto Veloso Passos, em 1925. Esta fachada, aliás, foi projetada em Salvador, em uma firma de arquitetos especializada, então ali existente, à rua do Politeama, na década de 20, por encomenda do Major.

De lá para cá, o prédio passou por algumas reformas, sendo três delas bem significativas, pelo porte: uma reforma  datada de 1947, na gestão do prefeito nomeado Milton Ernestino da Silva; outra no início da década de 70, na gestão do Prefeito Carmelito Barbosa Alves, quando o Paço Municipal passou por uma grande reforma e reestruturação, em que foram instalados novos departamentos e serviços específicos. Foi projetado, internamente, um novo edifício, com 16 salas, salão para a Câmara Municipal, gabinete para o Prefeito e gabinete para o Vice-Prefeito. A última grande reforma aconteceu numa das gestões do Prefeito Orlando Peixoto Pereira Filho.

A fachada do prédio, aliás, que é singular e muito estética, consta de quatro estátuas de mulheres (duas no alto do prédio e duas que servem de colunatas na porta), quatro colunas em estilo greco-romanas, uma soberba águia no alto central, duas gárgulas nas laterais e os arabescos frontais, mais o Brasão da República e o nome Paço Municipal em letras garrafais esculpidas em alto relevo. Realmente lindíssima!

Antigamente, o Paço Municipal abrigava não só a Prefeitura, mas também o Fórum e a Câmara de Vereadores. Ou seja: ali ficavam os 3 Poderes, o Executivo, o Judiciário e o Legislativo, num prédio só.

Além disso, nos seus belos Salões Nobres (eram dois) aconteciam os bailes, as formaturas, os tribunais de júri e outros importantes eventos sociais da época.

Atualmente, o Paço Municipal guarda um Salão Nobre onde fica a Galeria dos Prefeitos, os gabinetes do Prefeito e do Vice, a Secretaria de Relações Institucionais e alguns setores tais como o da Documentação, da Contabilidade e do Tesouro Municipal.

UMA CURIOSIDADE:

Conforme resolução n.1 de 21 de dezembro de 1897, o Cônego Antônio da Silveira Franca, o primeiro Chefe do Executivo Municipal, realizou no dia 12 de janeiro de 1898 a compra do edifício que foi preparado para a instalação da Villa, e pertencente ao Cap. Sidronio José da Silveira, de acordo relatado na primeira prestação de contas feita por ele e que, no citado trecho, refere-se ao prédio da Intendência, ou seja, onde funcionou a primeira prefeitura.

Paço

A HISTÓRIA DO CEAT

CEAT 2

O Colégio Estadual Alberto Tôrres (CEAT) foi fundado em 21 de Janeiro de 1948 por Decreto nº. 13835, quando a Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio celebrou contrato para a instalação de um curso secundário em edifício construído no terreno da Escola Agrícola. Inicialmente, foi denominado de Ginásio da Escola Agrícola.

A sua criação deve-se a uma solicitação do Dr. Orlando Teixeira ao Interventor, para que construísse um colégio que pudesse atender aos filhos de professores e funcionários da Escola de Agronomia e que serviria também à comunidade.

Convidado para ser prefeito de Cruz das Almas, José de Carvalho Rocha reafirmou o pedido do Dr. Orlando Teixeira e transformou a questão como exigência para assumir o cargo.
O prédio então foi construído e passou a funcionar o Ginásio Alberto Tôrres, [inaugurado em 14 de março de 1948] no terreno da Escola Agrícola, que veio a ser a Escola de Agronomia da UFBA e, atualmente, é a UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia). Nesta ocasião, foi nomeado como 1º diretor o Bacharel em Agronomia Oldegar Franco Vieira.

O nome da referida Unidade de Ensino, Alberto Tôrres, é uma homenagem ao sociólogo Alberto Tôrres nascido no Rio de Janeiro, estudioso no campo das ciências sociais e agrícolas que contribuiu com significativos estudos e projetos para implantação na Escola de Agronomia, de um Colégio que atendesse aos filhos dos professores e funcionários daquela instituição. Nos primeiros anos de sua implantação o Colégio funcionou como entidade privada, mas em 1962 foi estadualizado e passou a desenvolver projetos envolvendo a comunidade escolar e oferecer cursos profissionalizantes como técnico em Agropecuária, Administração, Contabilidade e Magistério. Ao longo dos anos, esta instituição que, em tempos idos, já foi conhecida como “o melhor Colégio do Norte e Nordeste”. tem contribuído para a formação de cidadãos que têm participado de forma efetiva para o crescimento da sociedade baiana.

O Colégio Estadual Alberto Tôrres (CEAT) foi transformado em Centro Territorial de Educação Profissional do Recôncavo, conforme publicação da portaria Nº 9.876/2012 no Diário Oficial pela Secretaria Estadual de Educação. Segundo portaria, a instituição de ensino que possui uma história de educação no município e região, passa a oferecer os cursos técnicos em: informática, telemática, agropecuária, fruticultura, zootecnia, agro extrativismo, análises clínicas, enfermagem, vendas, logística, secretariado, administração, segurança do trabalho, nutrição e dietética. Com essa decisão, o CEAT, ou melhor, o atual Centro Territorial de Educação Profissional Recôncavo II Alberto Tôrres, (CETEP Alberto Tôrres) só ofereceu os cursos do ensino médio até 2014. Depois disso, novos cursos profissionalizantes surgiram, de acordo com a demanda da população.

(FONTES: http://colegioceat.blogspot.com.br/2009;http://www.fortenanoticia.com.br/2012 ; Guia Turístico e Histórico de Cruz das Almas/2003 ; Actas e Atos – Resumo Histórico da Câmara Municipal de Cruz das Almas e outros Fatos, Manoelito ROQUE SÁ/2007)

A DIVISÃO ADMINISTRATIVA

mapa de cruz das almas

VOCÊ SABIA QUE… pela divisão administrativa de 1911, Cruz das Almas era formada por 3 distritos? A sua sede, Sapé e Baixa da Palmeira.
O Decreto-Lei nº 141 de 31 de dezembro de 1943 mudou o nome de Sapé para Sapeaçu e o de Baixa da Palmeira para Baixa do Palmeira. Já a lei estadual nº 549 de 27 de abril de 1953 emancipou Sapeaçu, cujo território foi integrado também pela Baixa do Palmeira. Atualmente, Cruz das Almas é integrada por um único distrito: o da sede.
(FONTE: Enciclopédia dos Municípios Baianos, vol.1, 1993)

CRUZ DAS ALMAS: A ORIGEM

Cruzeiro das Almas
Extinta aquarela de Zeca Salomão, pintada na parede da Escola Comendador Themístocles, e fotografada pelo poeta Marcelo Machado.

Os índios das famílias Cariri e Sabujá (e talvez até Maracá) foram os primeiros habitantes desta terra que era rota obrigatória para os tropeiros que demandavam para o porto de Cachoeira via São Félix, principal referência comercial da época, a fim de fazer negócios e despachar mercadorias pelos barcos que levavam as mercadorias para centros bem maiores, como Salvador.

Saídos do Sertão, no caminho ainda no Planalto, os tropeiros descansavam as montarias, recuperavam-se da canseira da viagem e faziam as suas preces junto ao Cruzeiro que foi erguido pela iniciativa dos próprios tropeiros, que ali acendiam velas, rezavam às almas pedindo proteção para uma boa viagem. Ao tempo que já se formava ali um pequeno comércio onde os tropeiros trocavam e reabasteciam-se de algumas mercadorias para continuar a jornada.

A origem da denominação Cruz das Almas tem duas versões: a primeira, diz respeito a um cruzeiro que teria sido erigido pelos viajantes e que servia de ponto de referência quando, ao saírem adiantados, uns aos outros diziam: “A gente se encontra lá na cruz… a cruz das almas”, referindo-se ao cruzeiro.

A segunda versão, mais bem pouco provável, fala que devido a saudade de alguns padres lusitanos pioneiros por estas plagas, resolveram nomear esta terra homenageando a cidade natal deles, a Cruz das Almas de Portugal.

De certo mesmo é que o Cruzeiro das Almas foi absorvido pelo arraial que já se formava no entorno, constituindo a freguesia de Nossa Senhora do Bonsucesso de Outeiro Redondo e que pertenceu até o fim do Império ao Distrito de Outeiro Redondo do Município de São Félix.

Como já foi dito, os primeiros habitantes da região do Planalto Cruzalmense foram, sem dúvida, os índios. Já as primeiras casas dos brancos foram edificadas pelos tropeiros, em volta do Cruzeiro das Almas, surgindo aí o primeiro núcleo habitacional. No século XVIII, vieram para cá então, povoadores procedentes de Cachoeira, de São Félix e de outros locais do Recôncavo, atraídos pela boa qualidade do solo muito propício ao cultivo da cana-de-açúcar. Fala-se das famílias Batista de Magalhães e Rocha Passos.
Elas fundaram engenhos e iniciaram a construção do arraial no grande planalto, à margem da estrada real que, partindo de São Felix, se dirigia ao Rio de Contas e em seguida para Minas Gerais e Goiás, o que já dava visibilidade para o novo arraial.

A então Freguesia de Nossa Senhora do Bonsucesso de Outeiro Redondo que pertenceu até o fim do império ao Distrito de Outeiro Redondo do Município de São Félix.

Por Alvará Régio do Príncipe Regente Dom João, de 22 de janeiro de 1815, foi oficialmente elevada à condição de Freguesia, com o nome de Nossa Senhora do Bonsucesso de Cruz das Almas. Fora assim, portanto, criado o distrito de Cruz das Almas

E, em 29 de Julho 1897, o Arraial conquistou a Emancipação Política, sendo elevado à categoria de Vila, conforme a Lei Estadual nº 190, sendo que já em 03 de Outubro do mesmo ano foram realizadas as primeiras eleições, quando foram eleitos o Cônego Antonio da Silveira Franca como Primeiro Intendente de Cruz das Almas e os membros do Conselho Municipal.

(FONTEwww.cidades.ibge.gov.br/painel/historico. ; Guia Turístico e Histórico de Cruz das Almas,2003; O Livro do Centenário, de Alino Matta Santana, 1997; https://www1.ufrb.edu.br/herbario/cruz-das-almas)

APRESENTAÇÃO

Esta é uma publicação virtual que reúne dados históricos, curiosidades e informações variadas sobre o Município de Cruz das Almas-BA, com a única intenção de despertar, registrar e preservar a memória afetiva do nosso povo. Este blog é idealizado, organizado e administrado por Edisandro Barbosa Bingre. Sejam bem-vind@s!

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