Cruz das Almas
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No início do século XX, a política baiana era um campo minado por disputas intensas, alianças frágeis e confrontos abertos. Entre 1900 e 1910, o cenário estadual foi marcado pelo embate entre os grupos liderados por Severino Vieira e José Marcelino, de um lado, e o grupo que ascendeu ao poder com Araújo Pinho, de…
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Nós, do Almanaque Cruzalmense, sabemos da importância e fazemos questão de lembrar alguns pontos da memória afetiva de Cruz das Almas. Quando foi inaugurado, em 1948, o Colégio Alberto Torres resumia-se a um único edifício, o chamado Prédio Principal. Era ali que tudo acontecia. As aulas, os encontros, os primeiros passos de gerações inteiras de…
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Se você é cruzalmense, de nascimento ou por adoção, certamente já ouviu falar de Galeno D’Avelírio. A ele foi dado, pelos intelectuais da cidade, o título de poeta maior de Cruz das Almas. E, recentemente, lendo o poema Natal escrito por ele e publicado em 1954 no Jornal Nossa Terra, entendi, definitivamente, o porquê da…
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Hoje, a caminho do trabalho, fui alcançado por um som conhecido em Cruz das Almas. Um desses carros de som que atravessam a cidade com a naturalidade de quem faz parte da paisagem. Meu ouvido logo reconheceu o som de harpa tocando a tradicional música natalina. Mas havia algo de diferente naquele anúncio: não gritava…
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Há histórias que parecem inventadas, mas dizem muito sobre uma cidade. Às vezes, elas cabem em um documento antigo, numa linha de cartório ou numa ausência que fala mais do que uma presença. É o caso das três Marias da Sapucaia, em Cruz das Almas. Parentes entre si, avó, mãe e filha, todas registradas apenas…
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Hoje, 14 de dezembro, lembrei-me do 83º aniversário de nascimento do amigo Carlos Alberto Passos, “Seo Carlinhos” para os amigos próximos, “Marreta” para os mais antigos. Era sobrinho de Jacinta Passos e tio ou primo de Luciano Passos, portanto descendente da tradicional Família Passos. E, sempre que eu o encontrava, cumprimentava-o falando o seu primeiro…
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No dia 5 de dezembro, sexta passada, Cruz das Almas acendeu as luzes do Natal. A praça brilhou com figuras enormes, coloridas, que chamam atenção pelas cores e pelo tamanho. Crianças riam, os adultos faziam fotos, os celulares piscavam como vaga-lumes. Tudo bonito. Mas eu, confesso, senti falta, procurei por algo que não estava ali.…
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Há lugares que falam muito, ainda que silenciosamente. Um sobrado antigo, uma estação ferroviária esquecida, uma velha fazenda que resiste ao tempo, ou uma igreja que há vários séculos observa o ir e vir do povo. Todos esses espaços guardam, em suas paredes e colunas, o murmúrio de gerações, o sopro do passado que teima…
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Para a crônica de hoje, lembrei-me do tempo que eu frequentava a biblioteca pública assiduamente, era um “rato de biblioteca”. As tardes de estudo na antiga Biblioteca Municipal Carmelito Barbosa Alves voltam à memória como se eu tivesse aberto um álbum esquecido no fundo da gaveta. No meu tempo de escola, aquele prédio amarelo era…