PERÍODO DA INTENDÊNCIA MUNICIPAL

O PAÇO MUNICIPAL

Sabia que Cruz das Almas teve 7 intendentes municipais, que era o cargo equivalente ao do prefeito como hoje conhecemos? O período da Intendência em Cruz das Almas teve 8 mandatos, a saber:

·Cônego Antonio da Silveira Franca (eleito em 1897);

·Cônego Antonio da Silveira Franca (reeleito em 1899);

·Comendador Themístocles da Rocha Passos (eleito em 1901);

·Major Alberto Veloso da Rocha Passos (eleito em 1903);

·Coronel José Lino de Queiroz (eleito em 1907);

·Coronel Januário Rodrigues Velame (eleito em 1909);

·Coronel Trajano Andrade (eleito em 1912); e,

·Dr. Luiz Eloy Passos (eleito em 1929), que foi o último intendente da República Velha, visto que, no Brasil, a figura do intendente municipal existiu até 1930.

A HISTÓRIA DAS PREFEITURAS: A instituição da prefeitura e de seu encarregado maior, o “prefeito”, é algo relativamente novo na história do Brasil. O poder hoje exercido pela prefeitura foi anteriormente exercido pela câmara municipal, pelo conselho de intendência e pela intendência municipal. O Brasil conta, hoje, com 5.570 prefeituras espalhadas por municípios dos 26 Estados do país, além do Distrito Federal. Os municípios são uma circunscrição territorial dotada de personalidade jurídica e com certa autonomia administrativa, sendo as menores unidades autônomas da Federação. Uma prefeitura é a sede do poder executivo do município. Esta é comandada por um prefeito e dividida em secretarias municipais, como educação, saúde ou meio ambiente, por exemplo. O termo prefeitura também pode designar o prédio onde está instalada a sede do governo municipal, também chamado de paço municipal, onde geralmente se localiza o gabinete do prefeito.

AS ESCULTURAS DO PAÇO MUNICIPAL

PAÇO MUNICIPAL EM 1950
PAÇO MUNICIPAL EM 1950

PAÇO MUNICIPAL, ATUALMENTE
PAÇO MUNICIPAL, ATUALMENTE

(…)

Eu não podia deixar

De falar da Prefeitura

Um belo e imponente prédio

De arrojada arquitetura

Abrigou vários mandatos

Fomentou nossa cultura

A prefeitura foi tudo

Nesta cidade, afinal

Foi fórum, foi até cadeia

Câmara e hospital

Abrigou até os bailes

De animado carnaval

A sua fachada linda

Tem colunatas mulher

Duas divas sustentando

Estruturas de alcacer

E lá em cima uma águia

Vela a cidade com fé

Ah! Essa misteriosa águia

Símbolo desta cidade

Hoje tão esquecida

Pra nossa infelicidade

Os jovens nem a conhecem

Porque não a vêm de verdade

Pergunto a quem ali passa

Se já ergueu a cabeça

Para o alto do edifício

Se não o fez não se esqueça

E veja o que lá existe

E depois me agradeça

Ladeando a bela águia

Duas mulheres, contudo

Parecem a Venus de Milo

Com os seus bustos desnudos

Seus rostos de mulher forte

E que merecem um estudo

Protegendo águia e mulher

Estão gárgulas aladas

Duas figuras macabras

Por alguém esculturadas

Formando um belo conjunto

Que hoje nem são notadas

As gárgulas colocadas

Em catedrais medievais

Serviam para impedir

Que demônios infernais

Fossem impedidos de entrar

Nestes sagrados locais

Não consegui informação

De quem queria o escultor

Com as gárgulas proteger

Se de plebeu ou doutor

Que dentro da prefeitura

Fizesse maldade ou terror

Aquela águia me intriga

Desde os tempos de criança

Ela parece que guarda

A cidade com segurança

Seu olhar severo e grave

Enche-nos de esperança

Uma coisa lamentável

Fizeram com as figuras

Que no meu tempo eram brancas

Como mármore, as esculturas

Cobriram com tinta marrom

As insígnes criaturas

(FONTE: A História Política do Cruzeiro das Almas, da Série Cruz das Almas em Cordel – Vol II, Hermes Peixoto, 2014.)