PRAÇA SENADOR TEMÍSTOCLES

Sabia que até meados da década de 50, o centro da cidade, cuja extensão de um quilômetro ia da Igreja Matriz até o Mercado onde aconteciam as feiras de sábado, era formado por trechos e ruas de nomes Landulfo Medrado, 1º de Dezembro, Frederico Costa, Quintino Ferreira e Cônego Franca. Porém, em 10 de maio de 1955, a Lei Municipal nº 72, sancionada pelo prefeito Ramiro Eloy Passos, suprime-lhes estes nomes e a praça principal da cidade passa a ter, então, uma única denominação de Praça Senador Temístocles.

PRAÇA DO EXPEDICIONÁRIO

005 - Monumento a Antônio Souza
006 - Monumento a Antônio Souza

Você sabia que a Praça do Expedicionário (que alguns chamam de Pracinha do Soldado) foi construída na década de 50 em homenagem ao soldado Antonio Souza, conhecido como Toninho de Castor,  natural de Cruz das Almas? Ele que, em 1945 lutou na Itália durante a Segunda Grande Guerra Mundial e veio a falecer naquele mesmo ano, no Rio do Pó, vítima de afogamento.

A ideia de construir uma praça naquele lugar foi do prefeito Jorge Guerra que, em 1950, resolveu transformar o local, que era um terreno baldio, cheio de mato e com restos de construção, em uma agradável praça.   A Prefeitura então desapropriou a área com total aquiescência do proprietário, o sr. Cecílio José dos Santos, um abastado fazendeiro.
Porém,  a sugestão de dar àquela praça o nome de Praça do Expedicionário, em homenagem a Antonio Souza, foi de Dr. Waltércio Fonseca, prefeito nomeado.

Segundo registros do escritor Alino Matta Santana, decidida a construção da praça, o Dr. Waltércio Fonseca resolveu solicitar de amigos os recursos para construir naquele local uma estátua em homenagem ao herói cruzalmense. A prefeitura então arrumou a praça, o comércio ofereceu os bancos e com o dinheiro arrecadado entre amigos foi encomendada ao  escultor e mestre-de-obras Francisco Marques, que trabalhava na então Escola Agrícola da Bahia. Preparada e colocada a estátua, foi inaugurada em 15 de novembro de 1953, com grande festa.

Curiosamente, a atual estátua não corresponde à original ali colocada. Depois de sofrer danos causados por um galho de árvore e caiu sobre ela, na reforma foi-lhe tirado o fuzil que segurava em suas mãos.

É uma das primeiras e poucas praças no Brasil que tem uma estátua em homenagem a um pracinha brasileiro que lutou na Grande Guerra Mundial.

A foto a seguir mostra como a primeira versão da estátua: