Segundo a tradição oral, a exemplo das memórias de D. Maria Pereira que, aos 74 anos de idade, nos relatou ter herdado as práticas da festa de seus pais, os festejos de São João sempre estiveram presentes no cotidiano dos cidadãos cruzalmenses

“O São João que eu conheci, eram primeiramente meus pais que faziam, as portas eram  todas  abertas,  tinham  as  espadas  os  busca-pés,  mas  naquele momento  não  empatavam,  tinham  os  ternos,  que  eu  chamo  de  terno,  as pessoas saiam tudo fantasiado como as quadrilhas, saiam pelas ruas que não tinha negócio do arraiá, saiam tudo pela rua, chegava nas casas todo mundo entrava as mesas já tava tudo preparada com todo tipo de comida, com bolo, com  canjica,  amendoim,  pamonha,  licor  de  maracujá,  jenipapo,  pau-nas-coxa, [risos], tinham um outro mais eu não to lembrada agora […] ali todo mundo cantava, dançava forró, depois tornava sair corria todas as ruas.”

(FONTE: Depoimento de dona Maria Pereira da Silva, 74 anos, operária de Armazém de Fumo. Entrevista realizada em 13/05/2012, Cruz das Almas-BA in https://docplayer.com.br/81884849-Universidade-do-estado-da-bahia-uneb-departamento-de-ciencias-humanas-campus-v-programa-de-mestrado-em-historia-regional-e-local.html )

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