REVOLTA EM CRUZ DAS ALMAS

Conta-nos o memorialista Mário Pinto da Cunha que a Sessão Especial do Conselho Municipal da Villa de Cruz das Almas no dia 19 de abril de 1907, teve a sua ata aprovada por unanimidade.

Diz-nos ele: “Esta acta, é desnecessário dizer, foi unanimemente approvada, mas foi também o prenuncio da crise de terror que avassalou a Cruz das Almas, durante algum tempo.
Aqueles que a approvaram nunca tiveram em mente que a sua resolução provocaria espancamentos, assassinatos, despatriamentos, depredações, arrombamentos, saques e outras arbitrariedades assistidas pela população deste munícipio”.

O memorialista conta-nos ainda que “sobre a administração do Sr. Themístocles da Rocha Passos nada se poude obter do archivo municipal, em vista de se ter o mesmo desbaratado por occasião das célebres occorrências provocadas pelas patrióticas scisões políticas e mudanças de governo entre 1908 e 1909, quando as depredações e os arrombamentos predominaram neste, como em todos os municípios do Estado da Bahia”.

Alguém mais sabe discorrer, com maiores detalhes, sobre este evento, ao que parece, foi um dos mais conturbados períodos da história política de nossa cidade? Quem? Como? E por quê?

LEI AUTORIZA TELÉGRAFO EM CRUZ DAS ALMAS

Fixa a Despeza Geral da Republica dos Estados Unidos do Brasil para o exercicio de 1923

Art. 97. Fica o Governo autorizado:

XXXIII- A, dentro dos limites expressos na consignação respectiva, executar os seguintes serviços, preferindo entre os mesmos aquelles que, a juizo dos orgãos technicos da administração, forem considerados mais urgentes: prolongamentos ou ramaes ou linhas telegraphioas – a de Lavras a Carmo, passando por Villa Nepomuceno, Tres Pontas e Dores da Boa Esperança; a de Cambuquira a Lavras, passando por Tres Corações, Carmo, Cachoeira e S. João Nepomuceno, no Estado de Minas Geraes; a de Santa Rita a Jatahy; as de Axirá a Miritiba, Itapicurá a Burity, passando por Vargem Grande e Chapadinha; Brejo a Santa Quiteria, Biachão a Victoria do Alto Parnahyba, e Pinheiro a Santa Helena, no Estado do Maranhão, a que deve servir a Aracy, Tucano, Pombal, Cicero Dantas e Geremoabo, a de Ituassú a bom Jesus dos Meiras, de Carinhanha a Santa Maria da Victoria, dahi a Correntina, de Ituassú a Conquista e do Rio Branco a Macahubas, de Barra do Rio de Contas a Itapura, de Capivary a Baixa Grande, de Nazareth a Jaguaripe, de Capivary a Orobó, de Cruz das Almas a Conceição do Almeida, no Estado da Bahia; de Porto Calvo a Leopoldina, de Porto Calvo a Porto das Pedras; de Camaragibe a S. Miguel dos Milagres; de Pão de Assucar a Bello Monte, de Traipú a Porto Real de Collegio, passando por São Braz, no Estado de Alagôas; da cidade de Tubarão, a S. Joaquim da Costa da Serra, no Estado de Santa Catharina: e de Tres Lagôas a Sant’Anna do Paranahyba, no Estado de Matto Grosso; e da estação de Correntes, no mesmo Estado, á Santa Rita do Araguaya.

Rio de Janeiro, 6 de janeiro de 1923, 102º da Independencia e 35º da Republica.

ARTHUR DA SILVA BERNARDES
R. A. Sampaio Vidal

FONTE:

  • Coleção de Leis do Brasil – 7/1/1923, Página 10 Vol. 1 (Publicação Original)
  • Diário Oficial da União – Seção 1 – 7/1/1923, Página 568 (Publicação Original)