NOUTROS TEMPOS

“UM PASSEIO DE RECREIO À PITTORESCA FREGUEZIA DA CRUZ DAS ALMAS”, NO ANO DE 1888

Na edição de 3 de dezembro de 1888, o jornal cachoeirano “A ORDEM” publicou um comunicado, assinado pela “directoria” da “PHILHARMONICA EUTERPE COMMERCIAL MURITIBANOS”, acerca de “um passeio de recreio à pittoresca freguezia da Cruz das Almas”, a ser realizado no dia 8 do mês corrente, data da festa em homenagem à santa padroeira da “freguezia”.O deslocamento seria feito de trem, desde a estação de São Felix até a estação de Pombal, onde os “passeiantes” seriam recebidos e trasladados para a “freguezia”, utilizando-se animais e “carros”. Nesse traslado deve ter ocorrido algo, de fato, pitoresco, aos olhos de hoje. Os “carros” só poderiam ser aqueles puxados por bois, uma vez que, a primeira importação de um veículo motorizado para o Brasil (feita por Alberto Santos Dumont) só viria a ocorrer três anos depois, em 1891.

NOTA DO EDITOR: Observe-se que o artigo faz referência a uma Philarmonica 2 de Julho, pertencente à Freguesia anfitriã, ou seja, Cruz das Almas.

(FONTE: JOÃO NASCIMENTO in FACEBOOK / ALMANAQUE CRUZALMENSE)

O DIA DA FESTA DA PADROEIRA

VOCÊ SABIA QUE…
antigamente, a Festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso, a Padroeira de Cruz das Almas, era celebrada anualmente no dia 08 de dezembro?

Uma das providências que se fez necessária para a criação da Diocese de Cruz das Almas foi a alteração da data da Festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso; isto porque outras paróquias da nova Diocese, a exemplo de Sapeaçu, Governador Mangabeira e Cachoeira, também festejam Nossa Senhora em 08 de dezembro; optou-se, então que, a partir de 2010, celebração da festa da Mãe do Bom Sucesso seria no dia 15 de setembro. Para tanto, por tratar-se de um feriado municipal, foi sancionada a Lei Municipal N° 2109/2010 instituindo a mudança do feriado do dia da Padroeira.

Como se vê, tal alteração precisou ser feita em nome da unidade diocesana: não haveria como fazer a Festa da Padroeira da Diocese com a efetiva participação de todas as suas Paróquias, num dia em que muitas delas estariam também festejando a Virgem Maria em seus territórios.

(FONTE: https://www.diocesedecruzdasalmas.com.br/home )

SEIS ANOS DE TRABALHO E GRATIDÃO

Neste mês de setembro, há seis anos, eu tomava a iniciativa de criar o blog Almanaque Cruzalmense. Na época, quando ainda estava trabalhando em um município vizinho, tive a ideia de produzir um memorial digital contando a História daquele lugar e de seu povo. Daí pensei: por que não dispender este mesmo esforço de pesquisa para fazer um site sobre Cruz das Almas, com informações históricas e curiosas do meu município? E, sinceramente falando, foi uma decisão da qual nunca irei me arrepender. Foi através dessa decisão que eu dei início a esse maravilhoso projeto ao qual eu tenho tentado me dedicar e que cresce a cada dia.

Atualmente, o Almanaque Cruzalmense tem seu próprio site e está em várias outras plataformas digitais, como o Facebook, Instagram e Spotify.
Nosso grupo público, com um grande número de membros é muito acessado e visa preservar e compartilhar a Memória Afetiva de Cruz das Almas através de registros históricos, causos, fotografias, vídeos, áudios e depoimentos.
O site (www.almanaquecruzalmense.com) tem sido um excelente auxiliar de pesquisa para estudantes, professores e profissionais de Comunicação que precisam de informação sobre o Município.

Trata-se, no entanto, de um trabalho voluntário, sem nenhum aporte financeiro, não tem mídia paga, mas que demanda muitos custos para pesquisa e manutenção. Ainda assim, seguiremos adiante até quando for possível.

Idealizado, organizado e administrado por mim, Edisandro Barbosa Bingre, o Almanaque Cruzalmense proporcionou-me a outorga do Título de Cidadão Cruzalmense pela Câmara Municipal de Cruz das Almas, o que muito me honra e enche de felicidade.

Assim, nestes seis anos de trabalho árduo, só tenho uma palavra para definir tudo o que sinto agora: Gratidão 🙏🏻

UMA CIDADE VOCACIONADA À EDUCAÇÃO.

Sabia que até a metade do século passado a educação ainda era um previlégio das famílias abastadas que podiam pagar um professor particular ou uma escola católica para dar as primeiras letras aos seus filhos?

Cruz das Almas, no entanto, desde a sua emancipação administrativa, já demonstrava vir vocacionada a ter uma Educação de Excelência. O seu primeiro gestor, o Cônego Antônio da Silveira Franca, empossado no Cargo de Intendente da Villa no dia 1 de dezembro de 1897, preocupava-se com o fato de Cruz das Almas ter apenas seis escolas e poucos ainda eram os moradores que sabiam, ao menos, assinar o próprio nome. O acesso de todos, indistintamente, à Educação era a sua principal meta de governo. Empenhou-se então no combate ao analfabetismo.

Dizem que era um homem muito culto e um escritor primoroso, o Cônego Antônio da Silveira Franca pregava que “cada escola que abrirmos será mais um foco de luz que criamos, será mais um título de benemerência que conquistamos no presente e no futuro. (…) Cuidemos da instrução porque só a ignorância faz o homem abdicar do direito mais sagrado que tem, que é a liberdade de pensar e de fazer o que dita a consciência”.

Assim, o nosso primeiro prefeito, padre, foi um homem dedicado à luta contra o analfabetismo, direcionando os futuros dias do nosso Município a uma Educação de escol para todos.

31 DE AGOSTO

HÁ CEM ANOS, EM 31-08-1921, A VILA DE CRUZ DAS ALMAS FOI ELEVADA À CONDIÇÃO DE CIDADE
Em 29-07-1897 o Distrito de Cruz das Almas foi emancipado politicamente e elevado à categoria de VILA, com território municipal desmembrado de São Félix. Porém, a elevação à condição de CIDADE só viria a ocorrer 24 anos depois, por força da Lei Estadual n.º 1.537, de 31-08-1921.
Veja os eventos relacionados à autonomia administrativa e ao status de Cruz das Almas, os dispositivos legais que os promoveram e as respectivas datas de suas promulgações, segundo o IBGE:

Criação do DISTRITO de Cruz das Almas, subordinado ao município de São Félix, pelo Alvará Provincial de 22-01-1815.

Elevação do Distrito à categoria de VILA, desmembrada de São Félix, pela Lei Estadual n.º 190, de 29-07-1897.

Elevação da Vila à condição de CIDADE, pela Lei Estadual n.º 1.537, de 31-08-1921.

(FONTE: JOÃO NASCIMENTO in ALMANAQUE CRUZALMENSE/FACEBOOK)

PIONEIRA NA TELEFONIA

VOCÊ SABIA QUE…
Cruz das Almas foi a primeira cidade do interior da Bahia a fazer uma ligação telefônica para outro estado?
Segundo conta-nos o professor e cronista Clodoaldo Gomes da Costa, na sua coluna “Do Meu Dossier”, no Jornal Nossa Terra, em 1955:

“Cruz das Almas tem o seu lugar na historia das comunicações telefônicas do Estado. Os testes de ligação rádio-telefonica inter-estadual com o interior bahiano (1944) foram feitos daqui. O primeiro não teve exito devido a forte indução nas linhas telefónicas do ramal do Rio Vermelho, pelo qual se fazia a comunicação com os transmissores da Rádio Internacional, instalados na Pituba. No segundo teste, usando linhas próprias, ouvi muito bem o meu presado amigo engenheiro Nelson Oliveira, que se achava no Rio de Janeiro, e gerente, na época, daquela conceituada empreza de rádio-comunicações, em Salvador. Por isso, fui a primeira pessoa a falar do interior da Bahia com a Capital Federal. Naquele tempo as cousas andavam mais ou menos bem. Havia linhas telefonicas e telefones. Hoje há apenas a lembrança dos bons tempos do passado, quando sem dificuldades podia-se falar com a Capital da Republica.”

A CHEGADA DA TV EM CRUZ DAS ALMAS

A televisão no Brasil chegou em 1950. E em Cruz das Almas? Alguém sabe quando teria chegado o primeiro aparelho de TV? Quem fora o pioneiro?🤔

Segundo Benedito Carvalho, foi na década de 60.

Já nos conta J. B. Fonseca Neto que “Não tenho certeza, se foi exatamente o primeiro, mas acredito que foi Waltercio Barroso Fonseca, conhecido como Fonsequinha, meu tio. O cunhado dele, Tio Garrido vendia televisores. Na Rua dos Poções, o primeiro foi meu pai, Lauro Barroso Fonseca, Maninho de Cazuzinha. Na época todos ficavam curiosos e meu pai colocava o televisor em uma posição, para quem quisesse assistir. A imagem era em preto e branco. A nossa casa, era muito frequentada, por pessoas que queriam ver a grande novidade”.

PERSONALIDADES CRUZALMENSES

VOCÊ SABIA QUE…

Anfilófio Lima de Oliveira era oficial escrivão dos Registros Públicos do Cartório de Registro Civil do Termo de Cruz das Almas e um dos fundadores da Maçonaria nesta cidade?

Tereza Ribeiro era uma prestigiosa professora que, na década de 50, compunha o quadro de ilustres docentes do “Instituto Educacional Alberto Torres” (CEAT, atual CETEP Alberto Torres – Recôncavo)?

Luiz Vargas Leal era Tabelião de Notas e Oficial de Protestos de Letras, Contas e Títulos Comerciais do Termo e também membro do grupo de fundação da Loja Maçônica de Cruz das Almas?

A LOJA MAÇÔNICA No 51: DEUS E FRATERNIDADE

Aos doze dias do mês de agosto de mil novecentos e cinquenta e dois (12/08/1952), reuniu-se na residência do Sr. José Nunes de Oliveira Filho, na rua J. J. Seabra, na cidade de Cruz das Almas, os Senhores Claudemiro Dias Pamponet, Hermiro Costa e Silva, Anfilófio Lima de Oliveira, Emmanuel Veiga de Azevedo, Luiz Vargas Leal, Deoclides Sacramento Neto, José Nunes de Oliveira Filho, Joel Martins Reis, Gelasio Felix Vieira, Antônio Candido de Oliveira Filho, João Batista dos Santos Junior, João Pereira de Deus, Edvaldo Amorim do Val, José Nascimento Passos, Manoel Anastácio Ribeiro e Edgar Oliveira Regis, sob a presidência do Sr. Claudemiro Dias Pamponet, decidiram pela fundação de um Triangulo Maçônico no Oriente de Cruz das Almas, ocasião em que foi escolhido o nome de “Deus e Fraternidade” para a futura Loja. Aos dezenove dias de maio de mil novecentos e cinquenta e quatro (19/05/1954), foi Ritualisticamente Instalada a Loja “Deus e Fraternidade” que recebeu da Grande Loja Unida da Bahia o número 51, conforme a sua Carta Constitutiva.

Aos dezenove dias do mês de março de mil novecentos e cinquenta e cinco, (19/03/1955) teve lugar com as formalidades ritualísticas, a Regularização da Loja “Deus e Fraternidade”, por uma Comissão delegada pela Grande Loja Unida da Bahia.

O término da construção da sede própria, deste importante patrimônio, ocorreu no inicio de 1959 e sua inauguração aconteceu em junho do mesmo ano, por ocasião da posse do novo Quadro Administrativo, tendo como Venerável o Sr. Joel Martins Reis. Após a árdua tarefa de finalizar a construção da sede da maçonaria em Cruz das Almas, o trabalho dos abnegados membros continuou em outras frentes em benefício da comunidade. Este reconhecimento perpassou pelo poder público, de que a instituição atuava em conformidade com o seu objetivo social, sem fins lucrativos e, prestadora de serviços à coletividade. Assim, em 06/11/1987, a Loja Maçônica “Deus e Fraternidade”, nº 51, obteve a declaração de Utilidade Publica Municipal por meio da Lei Municipal nº 451, sancionada pelo então Prefeito, Carmelito Barbosa Alves.

Dois anos depois, por meio da Lei nº 5.358 de 10 de outubro de 1989, o Deputado José Amando, presidente da Assembleia Legislativa, no exercício do cargo de Governador do Estado da Bahia, decretou e sancionou o reconhecimento do trabalho realizado pela Loja Deus e Fraternidade, nº 51 como de Utilidade Pública Estadual.

Em 2015 a Assembleia da Loja em reconhecimento à grandeza dos serviços prestados em beneficio da construção da sede própria onde está instalada e à dedicação a fraternidade maçônica, faz justa homenagem ao Sr. Claudemiro Dias Pamponet, um dos fundadores da Loja Deus e Fraternidade, nº 51, nominando o imóvel da sede como: “Edifício Maçônico Claudemiro Dias Pomponet”.

A Loja Deus e Fraternidade, nº 51 possui ainda uma vasta biblioteca, um Clube Social “Flor de Acácia” e um anexo que já foi uma Escola Primária e, atualmente, funciona o Grupo Alcoólicos Anônimos.

Há alguns anos, organizado e promovido pelos membros da Loja Maçônica local, acontece na cidade o já aguardado e tradicional Natal do Bode, evento de caráter secular e festivo cuja finalidade é arrecadar fundos para a filantropia.

(FONTE: extraído do texto O TRIÂNGULO MAÇONICO”: FUNDAÇÃO DA LOJA “UMA OBRA PRIMOROSA” in HOMENAGEM À Augusta Respeitável Loja Simbólica DEUS E FRATERNIDADE Nº 51, 69 ANOS DE EXISTÊNCIA.)