Dizem que a Cova do Nêgo era uma localidade aqui em Cruz das Almas que passou assim a chamar-se pois, em tempos idos, uma mãe, negra, provavelmente escravizada ou descendente de escravos, que não teve, por parte de seu senhor, permissão para enterrar o seu filho morto no único cemitério da cidade, acabou por enterrá-lo por ali mesmo, numa cova próxima da sua casa.

Importante lembrar uma questão histórico-cultural: naquela época, não existiam cemitérios públicos e, por isso, nem todos tinham “direito” a um funeral cristão ou dispunham de condições financeiras para fazê-lo.

E, embora negra e escrava, é mãe e sente

as mesmas dores da mãe branca-dona

que quer para o filho um enterro descente.

Separa-os a morte, mas a mãe nunca o abandona!

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

notícia do mês

A Vila de Cruz das Almas ganhou foros de cidade, através da Lei Estadual nº1.597, em 31 de agosto de 1921.