
Dizem que a Cova do Nêgo era uma localidade aqui em Cruz das Almas que passou assim a chamar-se pois, em tempos idos, uma mãe, negra, provavelmente escravizada ou descendente de escravos, que não teve, por parte de seu senhor, permissão para enterrar o seu filho morto no único cemitério da cidade, acabou por enterrá-lo por ali mesmo, numa cova próxima da sua casa.
Importante lembrar uma questão histórico-cultural: naquela época, não existiam cemitérios públicos e, por isso, nem todos tinham “direito” a um funeral cristão ou dispunham de condições financeiras para fazê-lo.
“E, embora negra e escrava, é mãe e sente
as mesmas dores da mãe branca-dona
que quer para o filho um enterro descente.
Separa-os a morte, mas a mãe nunca o abandona!“

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