O ano era 1840 e o jornal CORREIO MERCANTIL trazia o seguinte anúncio, sobre a fuga do escravizado Francisco, natural de Cruz das Almas:
“Francisco de Paula Alves, dá 50$ rs de gratificação à quem lhe entregar o seu mulato Francisco, fugido de sua casa desde 21 de dezembro de 1839, com os signaes seguintes: 21 annos de idade pouco mais ou menos, muito claro, baixo, reforçado, feições grosseiras, boca bastante rasgada, cabello quasi corrido e penteado; levou calças brancas e de riscadinho vermelho já desbotado, ditas brancas e de riscadinho azul, vestes de hollanda escura, branca, sarja de lã preta, e de riscadinho de quadros vermelhas, colete pintado de quadros côr de chocolate, chapéo de pello preto; anda calçado e costuma trazer na mão uma bengalinha, sabe ler e escrever, tem officio de carpina, do qual levou a ferramenta, e também cose de alfaiate. He filho de uma parda por nome Joanna, que mora perto da Cruz das Almas, e costuma ir lavar na Cachoeira. Foi vendido ao anunciante nesta cidade da Bahia em agosto de 1830, por João Sabino da Silva Cachoeira, que disse tel-o comprado a Sebastião Gonçalves dos Santos, morador na Cruz das Almas, mas sua primeira senhora foi D. Gertrudes de S. Joaquim, que foi casada com Carlos Antonio, tambem moradora na Cruz das Almas, em terras de Alexandre de tal.”

Previous Post
Next Post

notícia do mês

A Vila de Cruz das Almas ganhou foros de cidade, através da Lei Estadual nº1.597, em 31 de agosto de 1921.