Quando morre um professor, a comoção que se instala na sociedade é mais profunda do que qualquer outra ausência. Ou, pelo menos, deveria ser, pois faz jus.

Hoje, ao receber a notícia do falecimento do professor Ronaldo da Conceição Fiuza, conhecido no município como Prof. Rony Fiuza ou Prof. Rony, não pude deixar de sentir como que algo fora arrancado da nossa comunidade. O Prof. Rony era mais do que um educador; era uma força viva, um ativista político incansável, militante do Partido dos Trabalhadores, alguém que, além de ensinar matemática, inspirava a busca por justiça social e igualdade.

Parece que morre uma história quando um professor nos deixa, uma narrativa que ele construiu aula após aula, batalha após batalha. Mas, ao mesmo tempo, nascem novas histórias, frutos das sementes que ele plantou em cada mente que tocou. Rony não foi apenas um professor; ele foi um semeador de ideias, de questionamentos, de coragem para enfrentar o que está errado no mundo.

Quando morre um professor, a luta parece perder um de seus guerreiros mais valorosos. Rony lutava não apenas por um ensino de qualidade, mas por um mundo onde todos tivessem as mesmas oportunidades. Em sua partida, parece que a luta se torna mais árdua, mas ao mesmo tempo, nascem novas batalhas, inspiradas pelo exemplo de resistência e determinação que ele nos deixou.

Quando morre um professor, parece que morre uma filosofia, uma maneira única de ver e interpretar o mundo. Rony, com sua paixão pela matemática e pela política, nos ensinou a enxergar além dos números, a ver as injustiças e a nos posicionar contra elas. Sua filosofia de vida, tão marcada pelo desejo de transformar a sociedade, agora se espalha, ressoando em cada um que teve o privilégio de aprender com ele.

Mas, quando morre um professor, lembremo-nos de que morreu apenas o corpo. O legado de Rony permanece vivo, vibrante, em cada aluno que se questiona, que luta, que busca fazer a diferença. A história que ele escreveu conosco não termina aqui; ela continua, reescrita por todos aqueles que ele inspirou. Que sua memória seja um farol, guiando-nos nas novas narrativas, nas novas lutas, nas novas reflexões que nos esperam.

Prof. Rony presente!

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A Vila de Cruz das Almas ganhou foros de cidade, através da Lei Estadual nº1.597, em 31 de agosto de 1921.