E MEIO MACABRO TAMBÉM!
Minha gente… tem coisa que a gente contando que acontece em Cruz das Almas, ninguém acredita. Parece invenção deste cronista ou uma daquelas histórias engraçadas contadas naquele programa humorístico que passava de madrugada na Rádio Globo do Rio. Mas juro que é pura verdade!
Pois bem. Há um tempo, eu comentei lá no grupo do Facebook sobre a ousadia criativa de uma determinada funerária daqui da cidade. Em pleno mês de junho, com o clima de São João já tomando conta das ruas e do comércio, tudo enfeitado com bandeirolas, balões e chapéu de palha. Até aí, tudo certo. Tradição.
Mas o que me chocou foi ver a dita funerária decorada como se fosse “arraiá”. Tinha até um casal de bonecos caipiras dançando forró — juro que olhei duas vezes para ter certeza, mas vi que era coisa do “marketing” deles mesmo.
Achei de mau gosto? Achei. Mas vai saber como estava a concorrência, né mesmo? Sei lá…
Só que o negócio não parou por aí. No ano seguinte, talvez empolgados com o sucesso da empreitada junina do ano anterior, os mesmos empreendedores resolveram oferecer, acreditem… pacotes de hospedagem para o São João!
Isso mesmo! Eu disse hospedagem, minha gente! Estava lá o anúncio de estadia com o telefone para quem se interessasse… ou corajoso fosse!
Achei macabro? Achei também. Mas, pasmem, funcionou. Teve gente que veio de fora, comprou o pacote de hospedagem, e ainda saiu dizendo que o atendimento foi maravilhoso, “muito acolhedor”. Olhe, nem sei mais o que pensar…
Pois bem… hoje à tarde, a caminho do Hiper São Paulo para comprar o meu pão, passo defronte à mesma funerária — aquela mesma das bizarras histórias anteriores. Olhei sem querer querendo, já com medo do que ia encontrar, e, para minha surpresa, lá estava: um banner enorme pendurado na fachada com os dizeres em letras garrafais: PROMOÇÃO MAIO PREMIADO!
Minha gente… me deu foi um calafrio no espinhaço. Fiquei a pensar que tipo de prêmio poderia ser esse? Prêmio pra quem? Pra família? Pro defunto? É sorteio? Rifa? Leva dois, paga um? Crendospai… Não quero nem saber!
Eu que já vi promoção em tudo quanto é lugar: supermercado, loja de colchão, ótica… mas promoção de funerária? Francamente! Tenho certeza que no tempo de sêo Didi do Caixão, não tinha nada disso. Era tudo muito sério, no respeito. E o povo morria do mesmo jeito, néra não? Ah, pois!
Me deixe, viu…

