
Você sabe qual a origem dos nomes de alguns bairros de Cruz das Almas, como Itapicuru, Tabela, Inocoop, Ana Lúcia, Suzana, Dona Rosa e outros?
COPLAN – era o nome da construtora que constava na placa que havia na entrada do conjunto residencial planejado ainda em construção, o que acabou servindo de referência para “apelidar” o lugar como o bairro da Coplan. Oficialmente, chama-se Núcleo Habitacional Ministro Aliomar Baleeiro.
ASSEMBLÉIA – Uma versão para a origem do nome é de que trata-se da rua onde até hoje fica localizada a mais antiga igreja Assembléia de Deus em Cruz das Almas, o que servia, portanto, de ponto de referência, dando inicialmente o nome ao lugar: Rua da Assembléia. Com o passar do tempo e o seu desenvolvimento, a população passou a chamar toda a expansão de Bairro da Rua da Assembléia e, depois, de Bairro da Assembléia. Existem outras versões, porém esta é a mais provável.
INOCOOP – no Brasil, geralmente os bairros criados com o nome Inocoop são originários do Inocoop (Instituto de Orientação às Cooperativa Habitacionais) que é um sistema de cooperativas habitacionais em vários estados brasileiros, com o intuito de captar ação pública e orientar iniciativa privada, estimulando a construção de habitações de interesse social e financiando a aquisição da casa própria.
TABELA – na rua que atualmente fica entre o bairro Tabela e o Portão 1 da UFRB, antigamente era conhecida como Rua da Corrente e era a principal entrada comercial da cidade. Ali havia uma grande placa, uma tabela, que informava os valores das taxas de embarque de mercadorias (gado, fumo, laranja) que deveriam ser pagas para o transporte nos trens da antiga estação ferroviária Eng. Eurico Macedo, que ficava logo adiante seguindo a estrada. Assim, essa “tabela” que serviu de referência do local por muito tempo, deu nome ao bairro.
ANA LÚCIA – Originário do Loteamento Ana Lúcia, antiga propriedade de Lauro Barroso Fonseca (Maninho de Cazuzinha). Na década de 1970, o proprietário resolveu lotear a área que ficava ao lado da Mata de Cazuzinha na Fazenda Itapicuru e lançou o loteamento com o nome de Ana Lúcia. Escolheu esse nome como uma homenagem aos filhos: Ana Lúcia é o nome de uma de suas filhas.Quando a administração municipal resolveu dividir a cidade em bairros, optou por manter a denominação.
LAURO PASSOS – uma área plana situada no perímetro urbano da cidade e que, no passado, era a sede de uma fazenda de laranja de propriedade do ex-prefeito da cidade, Dr. Lauro de Almeida Passos, falecido em 1982. Com o desmembramento da área, que se transformou em loteamento, abriram-se ruas largas e uma grande praça, hoje conhecida como Praça da Sumaúma.
DONA ROSA – lá pelos anos 50 e 60 havia uma hospedaria para estudantes que vinham de outras paragens frequentar o Ginásio Alberto Torres e a Escola de Agronomia. O local era afastado do centro da cidade, era uma chácara e seu acesso era pelo “Pulo do Bode”. Quem comandava a tal hospedaria era Dona Rosa Lordelo, que veio a dar o nome ao bairro mais tarde.
BAIXA DA LINHA – comunidade remanescente de quilombo; ou seja, composta por descendentes quilombolas que foram para lá para trabalharem na pedreira, na construção da Estação de Pombal e na construção da Escola de Agronomia. A localidade é conhecida por este nome por conta da linha do trem da antiga estação ferroviária que passa por aquela localidade.
TEREZA RIBEIRO – Foi professora no Ginásio Alberto Tôrres, no início dos anos 50.
BAIRRO SORRISO – Recebeu este nome depois que passou por um amplo processo de modernização e revitalização urbana, recebendo muitas melhorias. Antes, o lugar em situação precária, era conhecido como Banguela.
BAIXA DE TOQUINHA – “Toquinha” refere-se ao apelido de um dos primeiros moradores. Segundo sua neta, Joseane Pereira, ele tinha uma venda situada na parte baixa do lugar, por isso diziam: “vou lá na baixa de Toquinha”. Assim, a localidade que antes se chamava Fazenda Coqueiro, passou a se chamar Baixa de Toquinha. Toquinha faleceu em 2009 ou 2010.
VILA GUAXINIM – Faz referência ao Sr. Luiz Santana, apelidado de “Guaxinim” por causa da sua pequena estatura. Foi um dos primeiros moradores daquele lugar, desde 1948. Com o passar do tempo ele tornou-se líder da comunidade que veio a ter seu nome: Vila Guaxinim.
SAPUCAIA – Nome, de origem indígena, vem de uma árvore que havia em abundância naquela localidade.
EMBIRA – Nome, de origem indígena, de um tipo de cipó que crescia em árvores, encontrado em abundância naquela localidade.
PIABAS – Originou-se da Fazenda Piabas, que era um ponto de referência para chegar-se à localidade.
UMBAUBEIRA – O povoado de Umbaubeira originou-se de um antigo e grande engenho chamado Fazenda Umbaubeira, que data de antes do século 19, de propriedade dos Baptista de Magalhães.
CADETE – Nome originado da centenária Fazenda Cadete, atualmente pertencente ao Sr. Juca. Acredita-se ter pertencido a Zacarias Batista de Magalhães.
SUZANA – sobre a origem do nome do bairro existem algumas versões: o povo conta algumas e desconhece outras. Uma delas é de que o nome teria sido de uma fazenda situada naquela área, a Fazenda Suzana, de propriedade da família Rebouças, que loteou suas terras. E, por incrível que pareça, o “bairro da Suzana” nem é tão antigo quanto se imagina; há até quem ainda se lembre que ao passar por ali o que se via era muito mato e caminhos. O bairro organizado mesmo teve início entre meados e o final dos anos 60. Começa ali na quadra em frente ao Fórum Dr. Tancredo de Almeida Neves, seguindo pela rua João Gustavo da Silva, com diversas transversais e terminando lá próximo da praça do Colégio Landulfo Alves. Seu perímetro, no entanto, tem sido bastante ampliado ao longo dos anos. Bem… esta é uma das versões que ouvi. “Entrou por uma porta, saiu pela outra; quem quiser que conte outra!”
Quem puder colaborar com mais outros bairros, comenta aqui.

Deixe um comentário