O SALÃO DA SUERDIECK

Ouviu o apito das fábricas. Onze e meia. O prédio surgiu como um gigante rasteiro saindo das cinzas. Lá dentro o mutismo dos movimentos. Mulheres esculturando formas marrons. Rostos de madonas, olhos de tigresas, dedos ágeis de aranhas. (…) Os charutos ninados em seus regaços mulatos cruzavam oceanos e bailavam em lábios soberanos.

FONTE: PASSOS. Luciano – Santa Cruz dos Laranjais, 1995.

FOTO: A EPOPÉIA DO GIGANTE – A História da Suerdieck.

Publicado por

Edisandro Barbosa Bingre

Escritor, poeta, pesquisador memorialista e almanaquista. Agraciado em 2020 com o Título de Cidadão Cruzalmense pela Câmara de Vereadores de Cruz das Almas, Bahia.