UMA CIDADE VOCACIONADA À EDUCAÇÃO.

Sabia que até a metade do século passado a educação ainda era um previlégio das famílias abastadas que podiam pagar um professor particular ou uma escola católica para dar as primeiras letras aos seus filhos?

Cruz das Almas, no entanto, desde a sua emancipação administrativa, já demonstrava vir vocacionada a ter uma Educação de Excelência. O seu primeiro gestor, o Cônego Antônio da Silveira Franca, empossado no Cargo de Intendente da Villa no dia 1 de dezembro de 1897, preocupava-se com o fato de Cruz das Almas ter apenas seis escolas e poucos ainda eram os moradores que sabiam, ao menos, assinar o próprio nome. O acesso de todos, indistintamente, à Educação era a sua principal meta de governo. Empenhou-se então no combate ao analfabetismo.

Dizem que era um homem muito culto e um escritor primoroso, o Cônego Antônio da Silveira Franca pregava que “cada escola que abrirmos será mais um foco de luz que criamos, será mais um título de benemerência que conquistamos no presente e no futuro. (…) Cuidemos da instrução porque só a ignorância faz o homem abdicar do direito mais sagrado que tem, que é a liberdade de pensar e de fazer o que dita a consciência”.

Assim, o nosso primeiro prefeito, padre, foi um homem dedicado à luta contra o analfabetismo, direcionando os futuros dias do nosso Município a uma Educação de escol para todos.

Publicado por

Edisandro Barbosa Bingre

Escritor, poeta, pesquisador memorialista e almanaquista. Agraciado em 2020 com o Título de Cidadão Cruzalmense pela Câmara de Vereadores de Cruz das Almas, Bahia.