CRUZ DAS ALMAS DOUTROS TEMPOS…PARTE II

“E quanta gente vem dos povoados, fazendas e sítios distantes do centro da cidade: vem todo mundo que mora nas terras da Escola de Agronomia, vem toda gente da Chapadinha, da Serraria, desce gente da Matataúba, da Boa Vista, do Coqueirinho e Baseana; não fica ninguém no Campo Limpo, e o mesmo acontece em Batatan, Sapezinho, Conceição Velha e Caminhoá; lá vem chegando o povo de Poções, da Umbaubeira, do Araçá, da Boca da Mata e do Oitão; chega gente, e mais gente, e lá vem gente que não acaba mais; não sei como é que dá todo mundo aqui na praça. Chega o povo da Embira, da Santa Júlia, da Tapera, do São José, do Alegre, do Taboleiro da Miséria, da Laranjeira e da Taboca; tem gente que chega de caminhão da Sapucaia, de Oliveira, de Monte Alegre; muita gente do Oiteiro Redondo, do Capivari, do Mirante; do Bom Gosto e da Melancia, chegam desde a noite para se acomodarem cedo e se alojarem nos seus lugares; tem gente chegando montada em animais, em cima das carroças e dos carros de bois das Três Bocas, lá do Combê, do Tintureiro, da Tábua, da Tiririca e do Engenho.”

Renato Passos da Silva Pinto Filho

Publicado por

Edisandro Barbosa Bingre

Escritor, poeta, pesquisador memorialista e almanaquista. Agraciado em 2020 com o Título de Cidadão Cruzalmense pela Câmara de Vereadores de Cruz das Almas, Bahia.