Os irmãos Rocha Galvão, proprietários do antigo Engenho Poções, localizado na região que hoje pertence a Cruz das Almas, figuram entre os patriotas do Recôncavo Baiano que apoiaram a luta pela Independência do Brasil na Bahia entre 1822 e 1823.Embora a historiografia nacional lhes dê pouca atenção, fontes regionais e especialmente o testemunho do advogado e jornalista Antônio Pereira Rebouças, em sua obra “Recordações Patrióticas” publicada em 1879, registram a participação da família nas mobilizações em favor da causa brasileira.Importante lembrar que, naquele período, Cruz das Almas ainda não era município. A localidade integrava a área administrativa de São Félix e mantinha estreita ligação com Cachoeira, cidade que se tornou a capital da resistência brasileira na Bahia. Muitos moradores dos engenhos e fazendas da região, assim como indígenas, caboclos e negros, escravizados e libertos, participaram direta ou indiretamente da guerra que culminou na expulsão definitiva das tropas portuguesas em 2 de julho de 1823. Assim, para a história de Cruz das Almas, os irmãos Rocha Galvão representam uma das famílias locais ligadas ao esforço patriótico do Recôncavo, ao lado de outros proprietários rurais que contribuíram para a vitória da Independência na Bahia, episódio que muitos historiadores consideram decisivo para consolidar a Independência do Brasil.Comente se você já sabia desta história!

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A Freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso da Cruz das Almas foi criada há 211 anos em 22 de janeiro de 1815.